O futuro da arquitetura !

Esqueça Os Jetsons, Isso É O Futuro

Kevin Holmes 5 de set.

O futuro da arquitetura é algo que temos ponderado bastante durante os últimos tempos — à exemplo do trabalho do arquiteto Guto Requena—é um lugar onde conceitos como realidade aumentada e arquitetura interativa se tornarão muito mais familiares para nós, melhorando nossos ambientes, sobrepondo estruturas e mudando a estética. Não gosta da cor das paredes da cozinha? Sem problema, basta alguns ajustes no seu monitor digital e você consegue um tom diferente. Quer um pouco de privacidade no seu apartamento compartilhado? Bem, podemos projetar uma parede bem aqui. Mas, é claro, refletir sobre o futuro pode ser um trabalho perigoso, há um potencial obviamente maciço de cair no erro—veja Os Jetsons e seus carros voadores. Então o melhor que podemos esperar são conjecturas bem estruturadas.

E isso é exatamente o que Greg Tran está fazendo no filme acima, chamado Mediating Mediums: The Digital 3d, que ganhou o prêmio de tese na Harvard Graduate School of Design este ano. Trata-se de um relato atencioso de como as realidades virtual e física podem se misturar para criar espaços que contêm materiais digitais e analógicos. O filme explora o conceito de uma verdadeira terceira dimensão—que não é um aparelho específico—e especula como poderemos nos beneficiar com a realidade aumentada integrada ao nossos arredores.

O verdadeiro 3D digital não será apenas uma elaboração do 2D através de óculos especiais, como nos filmes 3D que temos hoje em dia. Ao invés disso, isso ocorrerá quando, como Tran diz no vídeo, houver “um assunto se movendo através do espaço”, quando o mundo digital realmente habitar o nosso através da realidade aumentada com o uso de discretas interfaces como lentes de contato de LED. Tran vai ainda mais longe ao postular o que ele chama de “hierarquia de meio”, que explica os tipos de construção, virtual ou não, que os arquitetos poderão estar construindo no futuro. Eles se dividem em quatro categorias diferentes (abaixo). Tran leva a distinção ainda mais além, destacando dois tipos de 3D digital, o visual—realidades sobrepostas e simultâneas—e o operativo, onde invisíveis barreiras espaciais podem ligar e desligar funcionalidades e dar consciência de sua localização espacial.

É um relato intrigante e astuto, e é talvez a mais detalhada e concisa explicação dessas ideias complexas já documentada em filme, mostrando como podemos viver nesse mundo híbrido, abordando a forma como esses ambientes podem ser criados e como podemos interagir com eles. Um filme essencial para qualquer arquiteto e aspirante a futurista. Então, sim, esqueça Os Jetsons e os carros voadores, é com isso que o futuro vai se parecer.

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