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4/Novembro/2011

Norman Foster projeta sistema de infraestrutura às margens do Rio Tâmisa

Projeto prevê construção de novas ferrovias e um aeroporto próximo a Londres

Mauricio Lima

Trazer a infraestrutura viária para junto do principal rio da região, conectando todas as partes através de um grande sistema que ligará a ilha ao continente. Essa é a ideia do projeto criado pelo escritório Foster + Partners, em parceria com os consultores da Halcrow e da Volterra, para o Rio Tâmisa, na Grã-Bretanha, com o objetivo de melhorar a infraestrutura local, que já está saturada e deverá piorar nos próximos anos.

Divulgação: Foster + Partners
Aeroporto estuário seria o principal ponto de conexão de todo o projeto

 

O projeto foi constituído a partir de cinco pontos. O principal é um aeroporto estuário, com capacidade para 150 milhões de pessoas por ano, que seria construído na Ilha de Grain, 55 km distante do centro de Londres. O aeroporto contaria também com uma estação subterrânea de trem, com cerca de 300 mil chegadas e partidas diariamente. Como o aeroporto não ficaria localizado em uma cidade, poderia funcionar 24 h por dia. Ao lado, uma estrutura de 5 km X 500 m composta por turbinas seria responsável pela geração de energia elétrica de todo o aeroporto.

O projeto prevê também a construção de uma ferrovia passando pelo perímetro da capital inglesa, para diminuir o fluxo por dentro da cidade. Essa ferrovia viria da Escócia, no norte da Grã-Bretanha, conectando-se aos principais portos da ilha, passando pelo aeroporto estuário, e depois pelo túnel que faz a ligação com o continente europeu através da França.

Na região central da Grã-Bretanha, onde a ferrovia passaria por muitas áreas rurais, foi pensada uma forma de diminuir o impacto visual da estrutura para os trens: os trilhos seriam rebaixados, aproximadamente 1 m abaixo do nível do solo, e com a terra escavada seriam criadas duas elevações, uma de cada lado da ferrovia. O objetivo seria esconder a ferrovia, diminuindo o impacto na paisagem. Os fios para transmissão de energia elétrica seriam instalados dentro das elevações, eliminando a necessidade de postes de energia.

O arquiteto também pensou em uma nova barreira no Tâmisa, a leste de Londres, para prevenir a cidade de futuras inundações. Atualmente, existe uma barreira do lado oeste da capital inglesa. A barreira também contaria com turbinas para geração de energia elétrica. Sob a barreira, a ferrovia e uma rodovia conectariam parte do país ao novo aeroporto.

O projeto, bancado pela Volterra, não tem previsão de ser construído. Segundo o grupo, o principal motivo do projeto é mostrar ao Reino Unido como se estruturar nos próximos anos.

Divulgação: Foster + Partners
Aeroporto para 150 milhões pessoas/ano seria conectado com infraestrutura ferroviária

 

Divulgação: Foster + Partners
Elevações “esconderiam” as ferrovias e conteriam linhas de transmissão de energia

 

Divulgação: Foster + Partners
Rodovias e ferrovias passariam por baixo da barreira no Rio Tâmisa

 

Divulgação: Foster + Partners
Área protegida contra alagamentos aumentaria 150% com nova barreira

 

Divulgação: Foster + Partners
Aeroporto será conectado à infraestrutura criada

 

Divulgação: Foster + Partners
Mapa com as conexões ferroviárias planejadas
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