Reforço de aço

Com 46 anos de idade, o Elevado do Joá, no Rio de Janeiro, ganha vida nova

A estrutura metálica foi a solução encontrada pelos engenheiros para evitar que o Elevado do Joá, na cidade do Rio de Janeiro, fosse reconstruído. Inaugurado em 1971, a via é uma fundamental ligação da Zona Sul com a Barra da Tijuca. Por dia, circulam cerca de 121 mil veículos. São duas pistas, uma na parte de cima e a outra paralela, localizada na parte de baixo, com sentido de direção oposto.

Os riscos estruturais foram detectados em um estudo feito pelo Programa de Engenharia Civil da Coordenação dos Programas de Pós-graduação em Engenharia, a Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ. A corrosão foi detectada no apoio de dentes de Gerber, nos quais se apoiam as pistas e as vigas de sustentação. São 1.996 dentes e 840 foram vistoriados, sendo que 10% estavam comprometidos e apresentavam riscos sérios para a estrutura com concreto rachado e sinais de corrosão. Mesmo tendo vistoriado apenas 42% dos dentes da estrutura (laterais), o sinal vermelho foi aceso. As outras 1.176 faces (frontais e inferiores) não puderam passar por análise por falta de acesso. Ou seja, a situação diagnosticada poderia ser ainda pior.

O alerta provocou muita polêmica entre os técnicos. Diversas soluções foram discutidas em exaustivos encontros e reuniões de engenheiros, técnicos e estudiosos. A colocação de suportes transversais no viaduto, a reutilização das vigas que serão retiradas do viaduto da Perimetral na região portuária da cidade e, até mesmo, o abandono total da via tendo em vista o comprometimento estrutural, foram apontados como solução.

Mas, técnicos do consórcio Elevado das Bandeiras, que envolve a Concrejato Serviços Técnicos SA e Geomecânica SA, apresentaram uma ideia para a prefeitura da cidade. A instalação de 128 vigas metálicas em cada um dos dois tabuleiros das pistas do elevado. “Inicialmente foi elaborado um projeto para macaqueamento e substituição dos aparelhos de apoio, com as vigas transversais apoiando-se sobre consoles, ambos de aço, de forma a permitir a rápida montagem e desmontagem do sistema. No projeto de reforço, a concepção original foi mantida, já que, apesar de agora definitivas, as vigas de
aço requerem menores alturas do que as de concreto armado, atenuando as interferências.”, explica o gerente técnico do consórcio, Jorge Schneider.

Ao todo, serão utilizadas 1.641 toneladas de aço somente nas vigas, mas o projeto inclui ainda uma reforma mais ampla nos guarda-rodas, pergolados (vigas na entrada e na saída) dos túneis de São Conrado e Joá, nas paredes laterais, nas vigas e nas lajes desses dois túneis. O gabarito do elevado também vai diminuir porque a altura das vigas de aço é menor e a pista inferior vai adquirir dimensões mais indicadas.

Os trabalhos já começaram e será preciso mexer na sustentação das duas pistas, tanto na inferior como na superior. “No tabuleiro inferior vigas de aço apoiarão sobre consoles de concreto, enquanto no superior, tais consoles serão também em aço. As novas vigas ficarão sob as vigas principais do tabuleiro”, detalha Schneider.

A opção para o uso da estrutura metálica foi importante, segundo o gerente técnico do consórcio Elevado das Bandeiras porque permite que os trabalhos de reparo sejam feitos sem que haja uma grande interferência no trânsito. Para se ter uma ideia, o elevado só fica interditado para a passagem de veículos em apenas uma das pistas durante o período noturno e, mesmo assim, num prazo máximo de cinco horas. Um dos motivos é que o projeto com macacos hidráulicos e vigas de aço dispensa o uso de escoramentos.

Além disso, a previsão para o término da obra é bem menor do que se fosse feita a recuperação em concreto. A obra, que no ano passado foi projetada para R$ 7 milhões, vai custar R$ 70 milhões e foi contratada emergencialmente pela prefeitura do Rio de Janeiro.

Mas, com o fim do trabalho, o Elevado do Joá voltará a ser totalmente seguro para o trânsito e com uma vantagem: com o uso do aço, a durabilidade do reparo será bem maior.”

O aço aumenta a durabilidade do reparo

Fonte:

Revista Construção Metálica Ed 109

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